quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Manejo de pirarucu na RDS Piagaçu-Purus e beneficia 83 famílias do interior do Amazonas



No final do ano de 2011, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SDS), por meio do Centro Estadual de Unidades de Conservação (Ceuc), apoiou o manejo realizado pelos pescadores das comunidades de Pinheiro e Nossa Senhora do Livramento (Lago do Ayapuá) e comunidades Cauã/Cuiuanã, todas localizadas na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Piagaçu-Purus, e comunidades da Vila do Itapuru, localizada na área de entorno. A ação contabilizou 241 espécies manejadas, aproximadamente, 11,3 toneladas de pirarucus, envolvendo 83 famílias, com uma renda de R$ 56.231,49 ao ano/famílias. Importante ressaltar que o processo de manejo na área iniciou pelos moradores da comunidade de Itapuru, onde moram 90 famílias. A partir desta iniciativa e com o apoio do Governo do Amazonas por meio da SDS/Ceuc, a atividade se estendeu para as comunidades que moram dentro da Reserva, envolvendo e beneficiando 83 famílias, viabilizando uma renda extra no final do ano de 2010. Com o dinheiro advindo do manejo, as comunidades de Itapuru e Cuiuanã adquiriram recentemente flutuantes para auxiliar na vigilância dos lagos.



 “Os moradores das UCs são os maiores parceiros do Governo do Amazonas. É a partir do conhecimento tradicional aliado ao conhecimento científico que o manejo do pirarucu ocorre. Essa é a melhor alternativa para a sobrevivência da espécie”, ressalta Nádia Ferreira, titular da SDS. Tendo em vista a abundância de pirarucu na região, as comunidades solicitaram autorização ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), e ao Ceuc, que liberaram a despesca. A primeira despesca, realizada em 2010, somou 127 pirarucus manejados da região, o que possibilitou a realização da segunda despesca na RDS. A atividade proporcionou ainda um intercâmbio entre os moradores das comunidades citadas acima, com moradores de Unidades de Conservação Federal localizadas na Calha do Purus (Resex Médio Purus, Resex Ituxí). A ação contou com o apoio financeiro do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), por meio Programa de Desenvolvimento Local Sustentável (PDLS), e a parceria do Instituto Piagaçu-Ipi (IPI). Além dos técnicos da SDS/Ceuc, participaram ainda representantes das aldeias indígenas Paumari da região de Tapauá, através da parceria com a Opan, a Prefeitura de Canutama, além de moradores da Reserva de Extrativismo (Resex) Canutama, Floresta Estadual de Canutama. De acordo com o chefe da UC Floresta Estadual de Canutama, Altemar Lopes, esse intercâmbio possibilitou o conhecimento das técnicas necessárias para essa prática, “gerou uma gestão participativa e se revelou como uma oportunidade de resolução de conflitos aos que apresentam interesse em manejo de pirarucu”.

Contagem do pirarucu

Durante a contagem do pirarucu em uma canoa, ou à margem do lago, o pescador observa por 20 minutos uma área delimitada em até 50 metros de raio, seu campo de visão, assinala em uma ficha quantas vezes o peixe subiu para respirar nesse intervalo. Um adulto (mais de 1,50 m) respira uma única vez em 20 minutos, ao contrário de um pirarucu jovem, que vem à superfície duas vezes. Essa diferenciação permite aos comunitários saber quantos peixes existem no lago e, conseqüentemente, quantos eles podem pescar.

Modelo de desenvolvimento

O manejo de pirarucu RDS Piagaçu-Purus em 2010 serviu de exemplos para outras comunidades, uma vez que, em 2011 o numero de setores que realizaram a despesca de pirarucu aumentou dentro da reserva. “Os comunitários demonstraram mais interesse em preservar os lagos e as riquezas existentes na Unidade de Conservação”, diz Ana Claudia Leitão, chefe da RDS Piagaçu-Purus, ressaltando que a atividade vem ajudando os moradores na geração de renda e também numa maior conscientização ambiental, promovendo assim, a conservação da biodiversidade e a melhoria na qualidade de vida das comunidades que estão dentro dessa RDS.

RDS Piagaçu-Purus

A Reserva de Desenvolvimento Sustentável Piagaçu-Purus foi criada pelo Decreto 23.723, de 5 de setembro de 2003, incorporado a APA, Lago do Ayapuá do Médio Purus. A Unidade de Conservação ocupa uma área de 809.268,02 hectares. A pesca, a agricultura, a caça e a extração de produtos madeireiros e não-madeireiros são as principais formas de sobrevivência das populações da região. O comércio é praticado por via fluvial e 60% do pescado é consumido em Manaus vem do rio Purus. Dos produtos florestais a castanha é um dos que se destaca. A área tem grande potencial para o ecoturismo por suas belezas naturais, como os grandes dormitórios de aves aquáticas em vários lagos de várzea.

fonte: site Amazonas Notícias e IEB escritório de Lábrea
fotos: Rosibel Rodrigues e Benedito Clemente

terça-feira, 8 de novembro de 2011

MÓDULOS III e IV DO PROJETO INCLUIGEO EM LÁBREA SEMANA DE 14 A 18 DE NOVEMBRO

Terá início no dia 14 de novembro e se estenderá até o dia 18 deste mês os módulos III  e IV do Projeto IncluiGEO: Geotecnologias livres para conhecer, incluir e preservar no Arco Verde  o município de Lábrea, AM.


Contando com mais de 60 participantes que se constituem em representantes da sociedade civil, de instituições como a FUNAI, o IFAM, o IEB, UAB, a CPT, das associações de moradores das RESEXs Ituxi e Médio Purus, de pescadores de Lábrea (APEL), de técnicos da SEMMA e SEDUC, de professores da rede de ensino básico e de alunos dos cursos de biologia e gestão ambiental da UEA, o 3º módulo do curso, intitulado Jogos Piradados e Navegando pelo Purus tem como objetivo levar aos capacitandos o conhecimento sobre a migração dos bagres através do jogo Piradados em ambiente digital na perspectiva geoespacial, prática de extração de DNA de fruta e o jogo Navegando pelo Purus em um jogo de tabuleiro como outra alternativa de instrumento didático. O módulo terá como instrutores a pesquisadora do INPA (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) Taiane Barreiro e o pesquisador do NEPECAB (Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre as Cidades na Amazônia Brasileira) André Reis.

O 4º módulo do curso, intitulado Palestra de Educação Ambiental tem como objetivo apresentar as principais Leis Ambientais que envolvem a educação ambiental, conservação, preservação e proteção do ambiente  e o objetivo é despertar a reflexão crítica dos problemas socioambientais, e que esses possam atuar de forma individual e coletiva na busca de alternativas viáveis para a conservação da natureza e uso sustentável dos recursos naturais. O módulo IV terá como instrutora a Coordenadora do Programa Agente Ambiental Voluntário do IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis do Amazonas) Anete Amâncio.
É válido acrescentar que o projeto, financiado pelo CNPq tem como parceiros executores o curso de geografia da Escola Normal Superior da UEA/MANAUS, o SIPAM, o NEPECAB/UFAM, o INPA, o IBAMA e o ICMBio e constitui-se como uma das ações de capacitação realizadas pela Operação Arco Verde do governo federal.

fonte : UEA


CENTRO DE ESTUDOS SUPERIORES DE LÁBREA IMPLANTA O PROJETO HORTA UNIVERSITÁRIA NAS DEPENDENCIAS DO CENTRO.

Com o objetivo de abrir novas perspectivas para a pesquisa e extensão do conhecimento científico, a UEA/Lábrea cria a primeira Horta Universitária. O Projeto tem a participação de funcionário e de acadêmicos que se identificam com o projeto, sendo motivo de orgulho para todos envolvidos, a inauguração da Horta está prevista para janeiro de 2012 e além do cultivo de hortaliças, pretende se cultiva e levantar dados das plantas medicinais mais utilizadas no município de Lábrea.

por, Duarte Amâncio - UEA Lábrea

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

MÓDULO II DO PROJETO INCLUIGEO EM LÁBREA SERÁ NA SEMANA DE 10 A 14 DE OUTUBRO DE 2011

Terá início no dia 10 de outubro e se estenderá até o dia 14 deste mês o módulo II do Projeto IncluiGEO: Geotecnologias livres para conhecer, incluir e preservar no Arco Verde – o município de Lábrea, AM. Contando com mais de 60 participantes que se constituem em representantes da sociedade civil, de instituições como a FUNAI, o IFAM, o IEB, a CPT, das associações de moradores das RESEXs Ituxi e Médio Purus, de pescadores de Lábrea (APEL), de técnicos da SEMMA e SEDUC, de professores da rede de ensino básico e de alunos dos cursos de biologia e gestão ambiental da UEA, o 2º módulo do curso, intitulado Introdução ao QuantumGIS tem como objetivo apresentar ferramentas do software livre de geotecnologias para diversas aplicações relacionadas a análise de dados espaciais. O módulo terá como instrutores o assessor da CGOPE/DIPRO/SIPAM Luiz Motta e o pesquisador do NEPECAB (Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre as Cidades na Amazônia Brasileira) Heitor Pinheiro.
            É válido acrescentar que o projeto, financiado pelo CNPq tem como parceiros executores o curso de geografia da Escola Normal Superior da UEA/MANAUS, o SIPAM, o NEPECAB/UFAM, o INPA, o IBAMA e o ICMBio e constitui-se como uma das ações de capacitação realizadas pela Operação Arco Verde do governo federal.
            Por último, informa-se que os módulos III e IV ocorrerão no mês de novembro também no Centro de Estudos Superiores de Lábrea.
 Informações: UEA Lábrea

sábado, 17 de setembro de 2011

Movimento indígena do sul do Amazonas busca mais diálogo com unidades de conservação em estratégia para coibir desmatamento

Lábrea, AM – Começa na semana que vem um grande encontro reunindo as principais lideranças do complexo de terras indígenas e unidades de conservação que tentam formar uma barreira contra o avanço do desmatamento no sul do Amazonas. O Encontro Purus Indígena é organizado pela Federação das Organizações e Comunidades Indígenas do Médio Purus (FOCIMP) e pelo Projeto Aldeias, um consórcio OPAN e Visão Mundial, que juntos vão apresentar o Plano de Vida do movimento indígena da região e os planos de gestão territorial dos povos Paumari do rio Tapauá. Os planos de vida e os planos de gestão territorial são conquistas dos povos indígenas do Médio Purus após três anos de discussões e sistematizações. Além de exporem acordos e necessidades das terras indígenas, eles sinalizam para parceiros do poder público e da sociedade civil quais são os pontos prioritários para ações conjuntas no contexto delicado do sul amazonense. Embora o Amazonas seja considerado um dos estados mais preservados da Amazônia, com cerca de 5% da área degradada, são os municípios de sua porção sul que vêm manchando sua reputação. Lábrea e Boca do Acre foram incluídas em 2011 entre os que mais desmatam a Amazônia Legal no Brasil. De acordo com o IDESAM, eles ocupam 6% da área do estado e são responsáveis por 15% do total de desmatamento. A grilagem forte e a abertura de fazendas de pecuária em grandes extensões (de 5 mil a 10 mil hectares), através do uso de fogo e, mais recentemente, até de agentes químicos desfolhantes, são um risco à integridade de unidades de conservação e terras indígenas. Este ano, um relatório de diversas organizações socioambientais demonstrou que, no caso das terras indígenas, a demora na homologação de áreas já reconhecidas, conflitos econômicos e fundiários são os principais gargalos para sua consolidação. Segundo o documento, há casos em que as terras indígenas tiveram 70% do território devastados.Essas mesmas entidades já identificaram que o sul do Amazonas está especialmente ameaçado pelas pressões de desmatamento em decorrência da instalação das hidrelétricas no rio Madeira, em Rondônia e também pelas obras de reestruturação das rodovias BR-319 (Manaus-Porto Velho), BR-230 (Transamazônica) e BR-317, que liga Lábrea a Rio Branco e faz parte da Iniciativa para a Integração da Infraestrutura Regional Sul-Americana (IIRSA).Por todos esses motivos, um dos enfoques do encontro são os debates sobre economia indígena, sistemas locais, produção e manejo, em contraposição ao modelo predatório que se avizinha. Outros temas fortes são de que maneira povos indígenas e unidades de conservação podem unir forças no propósito de proteção territorial, e, ainda, como garantir junto ao poder público a implementação dos planos de gestão desenvolvidos pelos povos indígenas.

Serviço:

O quê: Encontro Purus Indígena e apresentação do Plano de Gestão Territorial das Terras Indígenas Lago Manissuã, Lago Paricá e rio Cuniuá, do povo Paumari e Plano de Vida da FOCIMP.
Quando: 20 a 23 de setembro de 2011, das 8h às 18h. No dia 20, a abertura será às 15h.
Onde: Praça Coronel Labre - Auditório do Colégio Santo Agostinho, Lábrea, AM

Projeto Aldeias

O Projeto Aldeias se desenvolveu em 7 terras indígenas nas bacias dos rios Purus, Juruá e Jutaí. É uma iniciativa da OPAN e de Visão Mundial com apoio da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) para apoiar a conservação da biodiversidade e ao manejo de recursos naturais nas terras indígenas Katukina do Biá, Deni, Paumari do Rio Cuniuá, Paumari do Lago Paricá e Paumari do Lago Manissuã, além do fortalecimento das organizações indígenas locais e regionais. Houve também uma componente em parceria com a Coordenação de Índios Isolados e de Recente Contato (FUNAI/CGIIRC), de proteção etnoambiental dos povos indígenas Hi Merimã e Suruaha, no marco da Frente Purus de Proteção Etno-ambiental.

OPAN

A OPAN foi a primeira organização indigenista fundada no Brasil, em 1969. Atualmente suas equipes trabalham em parceria com povos indígenas do Amazonas e do Mato Grosso, desenvolvendo ações voltadas à garantia dos direitos dos povos, gestão territorial e busca de alternativas de geração de renda baseadas na conservação ambiental e na manutenção das culturas indígenas.

Contatos com imprensa
Andreia Fanzeres: +55 65 33222980 / 84765620
Email: comunicacao@amazonianativa.org.br
OPAN – Operação Amazônia Nativa
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